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Consumidor, produtos com
este selo seguem critérios certificados em parâmetros
de bem-estar
animal.

Saiba como identificar os
diversos rótulos disponíveis hoje no mercado, segundo padrões
de bem-estar animal.
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Durante os seus quase quatro meses de gestação, milhões de porcas reprodutoras estão
rotineiramente confinadas em celas de gestação, jaulas individuais com chão de concreto e cercadas de metal, medindo 0,6 m (2 pés) de largura por 2,1 m (7 pés) de comprimento, apenas um pouco maior que o animal, e tão severamente restritiva que a porca é incapaz de se virar. No Brasil, grande parte dos 1,5 milhões das matrizes da suinocultura industrial está mantida em celas.
Porcas em celas sofrem um número significativo de problemas relacionados ao bem-estar, incluindo o elevado risco de infecção do trato urinário, ossos enfraquecidos, claudicação, restrições comportamentais, e estereotipias.
Em longo prazo, o confinamento intensivo de porcas reprodutoras em celas de gestação prejudica
significativamente sua saúde e seu bem-estar, principalmente pelo fato da impossibilidade do
animal em se virar ou fazer exercício. A severa restrição de movimento leva a uma redução da
massa muscular e a redução considerável da força óssea, tornando difíceis os movimentos mais
básicos e aumentando a chance de uma porca escorregar e se ferir. A prenhes sucessiva agrava o
problema da diminuição da massa muscular e da força óssea.
Como as celas de gestação dificilmente são maiores do que o corpo da porca, ela tem que urinar e defecar no mesmo lugar onde ela fica. Assim sendo, o piso de concreto das celas é muitas vezes parcial ou totalmente ripado, concebido para permitir que os resíduos caiam através dele. Viver diretamente acima do poço de excremento pode expor as porcas a níveis aversivamente elevados de amônia, e tem sido observado que as doenças respiratórias são um importante problema de saúde para os suínos mantidos em confinamento. Porcas em celas de gestação sofrem com taxas mais elevadas de infecções urinárias do que porcas livres de celas porque elas são inativas, bebemmenos água, urinam pouco, e podem estar em contato com os seus excrementos. O piso artificial das celas de gestação pode causar danos às articulações,89 claudicação,90 e lesões nos dedos.
Quando os suínos não estão confinados, eles são animais ativos e expressivamente curiosos. A pesquisa e observação científica descobriram que os porcos são inteligentes, sociais,97 capazes de aprender tarefas complexas,98,99 percebem o tempo e antecipam eventos futuros.100 Quando imobilizados em celas de gestação sem enriquecimento ambiental ou estimulo mental, o seu bem estar psicológico é prejudicado.
Os suínos se segregam naturalmente em pequenos grupos com hierarquias sociais estáveis. Suínos fuçam, mordem, mastigam, e farejam objetos e o próprio chão, tanto para forragear como para explorar seu ambiente. O confinamento intensivo frustra quase todos os comportamentos naturais, incluindo o de forragear e de fuçar, reduzindo a atividade diária ao tempo que a porca leva para comer sua dieta concentrada. Quando transferidas do confinamento para alojamentos semi-naturais, as porcas se engajam rapidamente em seus comportamentos naturais de forragear, construir ninho, e viajar longas distâncias. Quando naqueles ambientes altamente restritivos as necessidades comportamentais são negadas, os animais podem expressar comportamentos que não são naturais em substituição da expressão dos padrões normais de atividade
Para saber mais sobre o bem-estar das galinhas confinadas em gaiolas em bateria leia o relatório da HSI: O Bem-estar de Animais Confinados Intensivamente em Gaiolas em Bateria, Celas de Gestação e Gaiolas para Vitelo.
Saiba mais:
- O que é gaiola em bateria
- O que é gaiola de vitelo
- Como ajudar a evitar o maus tratos do confinamento animal